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Amora Preta

Existe um número elevado de espécies dentro do gênero, perto de 300, altamente heterozigotas e também híbridas. Sua origem não é muito definida, possuindo características de adaptação climática muito variada, podendo encontrar cultivares com exigência em frio desde 100 horas até cultivares que exigem 1000 horas de frio (abaixo de 7,2 o C) para quebra da dormência. Já foram observadas espécies no Hemisfério Norte (EUA, onde seu cultivo racional se iniciou no século passado), no círculo Ártico, e muitas ilhas oceânicas, comprovando sua ampla adaptação à diferentes condições climáticas.

No Brasil, seu cultivo iniciou-se em 1972 no estado do Rio Grande do Sul, com plantas oriundas do Estados Unidos. A partir de sua implantação no estado, vem sendo cultivada em Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, com destaque para o estado introdutor da cultura, sendo o maior produtor nacional, com aproximadamente 700 t /ano.

Os frutos da cultura além de consumidos ao natural, podem ser comercializados para fabricação de doces, geléias, conservas, sucos, fermentos, polpas, sorvetes, iorgutes, tortas, bolos, etc. Informações mais recentes de pesquisas têm demonstrado um maior potencial da utilização da amora-preta como um corante artificial de excelente qualidade, seja para qualquer finalidade. Outra grande descoberta da utilização da amora-preta que vem expandindo, seria seu uso para fins medicinais, como uma planta anti-cancerígena, pela ação do ácido elágico, e também no combate a osteoporose, devido sua concentração elevada de cálcio (46 mg/100g fruto). Outra utilização crescente, é como tônico muscular para utilização durante práticas desportivas, devido ao alto teor de potássio encontrado no fruto (245 mg/100g fruto).

Família: Rosaceae
Clima: temperado, podendo encontrar desde cultivares exigentes em 100 horas a 1000 horas de frio

Solo: desenvolve bem em diversos tipos de solos, mas bem drenados, com pH entre 5,5 a 6,5

Porte: ereto ou rasteiro, podendo atingir até 2 m de altura

Sistema radicular: parte perene da planta, de fácil perfilhamento

Propagação: estacas de raiz ou herbáceas e por cultura de meristemas

Calagem : deve ser realizada no preparo do solo

Adubação: de plantio não deve ser realizada, somente após o pegamento da muda

1o ano : 50g a fórmula 10-20-10 por planta

2o ano: 100g de 10-20-10 por planta, logo após o inverno. Em meados da primavera e após a colheita, colocam-se de 50 a 100g de sulfato de amônio ao redor das plantas. Nessa aplicação, conserva-se uma distância mínima de 15cm das plantas

Espaçamentos: 3m x 0,80m para mudas de estacas de raiz
Cultivares: Tupy, Guarani, Cherokee, Brazos, Ébano, Cainguague

Irrigação: pode se utilizar, desde que não encharque muito

Podas: de limpeza e frutificação

Pragas: ácaros, lagartas, cochonilhas

Doenças: ferrugem, podridão de frutos, Agrobacterium, antracnose, etc

Produção: 1o ano: 2,5 t/ha

2o ano: 5,0 t/ha

3o ano: 12 t/ha, podendo chegar até 15 t/ha

Longevidade: 15 anos

Data Edição: 20/03/2006
Fonte: Livro de Frutas Exóticas
Raphael Chespkassoff

Raphael Chespkassoff

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2 comentários:

  1. com quantos anos a amora preta frutifica?

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  2. cpm quantos anos a amora preta frutifica?

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