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Mangostão


ORIGEM

O mangostão, (Garcinia mangostana L.) tem sido considerado a fruta mais famosa e o mais saborosa do trópico asiático.

É nativo do Sudeste da Ásia e permanece localizado em torno do seu habitat original, possivelmente devido ao fato de que o fruto, embora formado por uma casca espessa, mantém-se comestível por limitado período.

Atualmente o mangostanzeiro é encontrado em países perto da Indonésia como Malásia, Filipinas, e outras e em outras regiões tropicais como Costa do Marfim, Madagascar, Sri Lanka, Índia, China, Austrália. No novo continente é cultivado na Costa Rica, Porto Rico, Republica Dominicana, Jamaica, Panamá, Havaí, Honduras, Guatemala, Sul da Flórida, Cuba e Brasil.

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

O mangostão é bastante conhecido nos paises produtores mas só recentemente vem sendo exportado para outros países. Entretanto, as quantidades exportadas são tão pequenas, que os dados estatísticos são juntados com outras frutas de menor importância comercial. Os mercados da Europa vêm sendo abastecidos por países asiáticos e os dos Estados Unidos por paises da América Central.

O mangostão é utilizado principalmente como fruto fresco. A semente é comestível depois de fervida em água. O córtex do fruto contém tanino que é utilizado como tintura comercial. O pó do córtex seco é também usado no cozimento como adstringente em casos de disenteria e diarréia crônica. Uma infusão feita das folhas tem sido utilizada no tratamento de ferimentos. A madeira do tronco é de cor marrom escura e tem sido usada na construção de mobílias. A sua forma simétrica e a cor brilhante das folhas, com um sistema radicular com poucas raízes laterais colocam-na como opção para paisagismo.

No Brasil o mangostão é cultivado principalmente nos estados do Pará e da Bahia, em pequena escala no Espírito Santo e São Paulo.

BOTÂNICA E ECOLOGIA

O mangostanzeiro é uma bonita árvore semelhante a um jambeiro, apresentando um tronco central de onde saem ramos opostos, quase horizontais, que dão à copa um formato cônico com folhagem densa.

É possível que mangostanzeiros desenvolvendo-se em florestas possam alcançar alturas maiores que 15m, devido à competição por luminosidade, entretanto, em observações efetuadas em plantas cultivadas, de 26 a 65 anos, na região sul da Bahia, não foi encontrada nenhuma planta com altura superior a 12m de altura. Os diâmetros da copa, de plantas adultas, variam entre 9 e 12m e diâmetro do tronco, em torno de 30cm, medido a 10cm do solo.

O mangostanzeiro apresenta folhas simples, verde-escuro, coriáceas, opostas, forma elíptico-oblonga, com ápice acuminado, 15 a 25cm de comprimento e 6 a 12cm de largura, pecíolo curto (1,5 a 2,0cm). As flores são unissexuais-dioicas, mas somente plantas fêmeas são encontradas, com estaminóides.

O fruto é uma baga subglobosa, normalmente patenocárpico, 4 a 7cm de diâmetro com cálice persistente e estigma lobado, pericarpo purpúreo, duro e grosso, com resina amarela.

Considerando a sua região de origem o mangostanzeiro é cultivado em áreas onde o clima é quente e úmido com chuvas bem distribuídas durante o ano. As áreas potenciais de cultivo do mangostão estendem-se até a latitude de 18º em locais quentes, livres de geadas e essa frutífera pode ser cultivada em locais acima de 1000m mas o crescimento é melhor ao nível do mar.

Na Bahia, a maior área produtora de mangostão está situada no município de Una (latitude 15º 17´ S e longitude 39º 4´ W) no local conhecido como Colônia de Una, situada a 50m do nível do mar.

PROPAGAÇÃO

O mangostanzeiro é propagado principalmente através de sementes e estas produzem árvores idênticas à planta mãe. O fruto do mangostão possui na maioria das vezes apenas uma ou duas sementes viáveis, as quais encontram-se individualmente envolvidas por um arilo de coloração branca em forma de gomo.

Entre as técnicas utilizadas na propagação vegetativa do mangostanzeiro a enxertia de garfagem no topo em fenda cheia tem sido a mais utilizada, embora outros processos como enxertia em fenda lateral e encostia possam ser usados.

MANEJO AGRONÔMICO

Nas condições edafoclimáticas do município de Una (Ba), foi verificado que mangostanzeiros acima de 15 anos, plantados com espaçamento 8x8 m, já apresentavam copas com diâmetro em torno de 8 m.

A área para plantio cultivo de mangostão deve ser preferivelmente plana com solos profundos e de boa textura.

O mangostanzeiro desenvolve-se melhor sob sombreamento inicial após o plantio, pois a luz solar direta afeta o seu crescimento, tornando as folhas endurecidas e cor verde-amareladas.

O mangostanzeiro é conduzido praticamente sem poda até o 3º ano de plantio. A partir daí devem ser eliminados os ramos próximos ao solo para facilitar os tratos culturais e também para evitar que estes sirvam de acesso para ratos e outros roedores os quais danificam os frutos.

Existe a prática geral de irrigação a cada duas semanas durante o período de estiagem e verifica-se que a irrigação suplementar é benéfica mesmo em áreas úmidas.

O raleamento ou desbaste objetiva reduzir o número de frutos na árvore adequando-a à sua capacidade de produzir o maior número de frutos com tamanho que alcancem os melhores preços no mercado.

Considerando que o mangostanzeiro é uma frutífera introduzida, são registradas poucas ocorrências de pragas nas condições de cultivo no Brasil. As principais são:

Abelha arapuá ou abelha-cachorro (Trigona sp.)

Ácaros (Tetranichus sp.)

Tripes (Thrips sp)

Lagarta gelatinosa

Formigas

Cochonilhas

Grilos

Besouro amarelo

Morcegos, ratos, esquilos e macacos

Nematóides

Existe registro de diversas doenças do mangostanzeiro. Entretanto, no Brasil, tem sido relatados apenas casos de Morte-súbita e Queima-do-fio da folha.

Morte-súbita do mangostanzeiro

Queima-do-fio (Corticium (Pericularia) koleroga Cooke)

Cancro do tronco (Zignoella garcineae P. Henn.)

Podridão-marron-da-raiz (Pehllinus noxius (Córner) G.H. Cunn)

Alguns problemas não causados por pragas e/ou doenças tem sido registrados em diversos países produtores de mangostão, dos quais o mais comum é o chamado estouro de vasos, caracterizado por sintomas externos de manchas amarelas na casca. Outro é a polpa translúcida.



Composição do Fruto
Data Edição: 17/03/2003
Fonte: Frutas Potenciais SBF - Autor - Célio K. do Sacramento
Raphael Chespkassoff

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